10 Dicas Para Evitar Problemas ao Programar

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Todo o programador algumas linhas mais cedo ou mais tarde, passa por problemas durante o desenvolvimento de um código. E não importa o quanto planejado e brilhante foi a engenharia de software aplicada, sempre aparece um bug.

As vezes por culpa da linguagem escolhida, as vezes pela forma como os algoritmos se comportam, ou as vezes por culpa da distração. Seja o motivo que for, não existe nenhum programador que consiga escrever um código livre de erros. E muitas vezes resolver problemas gasta mais tempo do que o projeto em si.

Mas é possível com boas práticas de programação minimizar esse problema, escrevendo códigos limpos e criando assim softwares confiáveis e estáveis. A seguir 10 dicas para evitar problemas em programação:

1) Demonstração visual.

Imprimir valores de dados e variáveis é a forma mais simples  e rápida para um programador inspecionar resultados. Um print bem colocado no código permite controlar o fluxo de dados através de um pedaço de código e identificar rapidamente erros.

2) Escrever comentários no código.

Explicar o que faz uma parte do código através de comentários é uma forma simples e eficaz. Os comentários podem ajudar e muito ao entendimento de uma seção do código e como ela se relaciona com o resto do programa.

Muita gente “acha feiocomentários nos códigos, mas isso é uma prática quase que padronizada na engenharia de software. Comentários também ajudam rapidamente alembrara função de determinada parte do programa depois de passarmos muito tempo sem vê-la.

3) Debugger.

São depuradores de códigos que mostram a conclusão lógica de uma parte do programa. Assim o programador pode percorrer linha por linha e inspecionar tudo como valores de variáveis e etc. A maioria das linguagens têm depuradores disponíveis com diversos recursos, alguns incluindo interfaces gráfica e configurações de ponto de interrupção dentro do ambiente de execução.

4) Bug Tracker.

É um sistema de anotações para rastreamento de bugs, fundamental para qualquer projeto de software. Criando-se esse “arquivo de bugs” evitamos perder informações as vezes vitais para solucionar problemas durante o desenvolvimento do programa. Sem um Bug Tracker, rastrear e identificar bugs fica extremamente difícil pois dependemos da memória ou anotações dispersas feitas por nós mesmos ou algum programador.

5) Linter.

Algumas linguagens fazem a análise estática no código para verificar erros antes que seja compilado ou executado, sendo muito útil para verificar a sintaxe. Usar um Linter antes de compilar ou executar o código ajuda a encontrar e corrigir erros antes que virem bugs no software quando executado. Essa prática economiza tempo de localizar erros causados ​​por sintaxe e digitação.

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6) Controle de versão.

Depois de rastrear, localizar e corrigir bugs em um programa é necessário criar um controle sobre os códigos que estão sendo usados e os que foram modificados. Pode acontecer que alguma modificação positiva naquele módulo do programa tenha uma influência negativa em um outro.

Sendo assim, criar um controle de versão é a melhor prática na engenharia de software para qualquer projeto e não deve ser ignorada.

vários sistemas para controle de versões disponíveis e grátis na Internet para você usar em seus projetos. Como por exemplo o Git , Mercurial e SVN que permitem organizar, documentar e controlar versões diferentes de códigos.

As diferentes versões de códigos podem ser compartilhadas por vários programadores por exemplo, e estes podem trabalhar ao mesmo tempo sem criar erros que prejudiquem o progresso um do outro.

7) Modularização.

Um código importante e mal colocado em um software pode ser uma dor de cabeça para corrigir bugs. Quando o código é fácil de entender é simples de executa-lo mentalmente e encontrar os erros rapidamente.

A melhor forma de garantir facilidade de compreensão de códigos é escrever funções que só fazem uma coisa. Crie módulos para funções e procedimentos importantes do seu software, assim o isolamento de um determinado ponto do programa é facilitado e a resolução de bugs é mais rápida e eficiente.

Criar componentes de software que fazem apenas uma coisa é chamado de código de modularização. Essa forma de programar ajuda a compreender os sistemas de software mais facilmente. A modularização cria um nível de abstração que simplifica o entendimento de determinado bloco do programa sem ter que entender o sistema como um todo em detalhes.

8) Testes Automatizados.

Testes unitários e outros tipos de testes automatizados podem ser facilmente executados quando se utiliza a modularização. Pode-se executar e verificar um pedaço do código com entradas e dados específicos para ver se o resultado do programa coincide com o que é esperado.

É muito mais simples e rápido verificar a funcionalidade de uma função ou método de classe do que testes funcionais que verifiquem o comportamento geral de um programa. Há muitas ferramentas para tornar mais fácil executar testes em seus programas.

Uma delas é a Inflectra que simplifica os processos de testes. Outro exemplo é a biblioteca padrão do Python que inclui uma versão de Python JUnit chamado “PyUnit” ou simplesmente unittest (estrutura de testes de unidade).

9) Método Teddy Bear (Depuração Rubber Duck)

Existe uma lenda segundo Brian Kernighan and Rob Pike que a técnica Teddy Bear (Urso de pelúcia), também conhecida como  Rubber Duck (pato de borracha) teve origem em uma faculdade de computação.

Os alunos eram obrigados a sentar-se em frente a um urso de pelúcia e explicar os erros a ele antes de procurar um professor ou alguém “vivo”. Acredite ou não, essa técnica de depuração é tão eficaz que se espalhou pelo mundo da engenharia de software e é usada até hoje.

A parte importante sobre este método é explicar o código e problema em voz alta, de forma simples e clara. Fazendo com que o próprio locutor tenha uma visão “externa” do problema e na grande maioria das vezes ache a solução sozinho.

Alguns programadores trocam o urso de pelúcia por um “pato de borracha”. Uma técnica semelhante e útil é a de manter um diário de programação onde as impressões sobre o código são registrados antes e depois da implementação.

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Conselhos práticos e exemplos reais em C, C++, Java e outras linguagens, ‘A Prática da Programação’ mostra que os programadores devem avaliar opções, escolher entre alternativas de projeto, debugar, testar, melhorar o desempenho e atualizar o software escrito por eles e por outras pessoas.

10) Faça a documentação do programa.

A documentação do software descreve as funcionalidades do sistema que estão disponíveis para os usuários. Escrever a documentação da maior compreensão e entendimento do sistema como um todo. E muitas vezes isso pode ajudar indicando soluções para bugs e erros do programa.

Essas 10 dicas podem ajudar bastante programadores a criar códigos e programas com mais eficiência, velocidade. Minimizando ou até eliminando bugs e erros que surgem durante a codificação.


 

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